24.8.07

Tempos de caju em Maricá...



Desde criança gosto de caju. Para mim é uma das frutas mais gostosas e suculentas existente no Brasil. Tenho comprado algumas dessas lindas bandejas que são oferecidas nos semáforos e devo confessar que como de 2 a 4 por dia, misturados com sal... Ah! Bom demais.

Na verdade, quando me delicio com o caju lembro-me dos dias de criança no Sítio de Tio Bidi, em Maricá, estado do Rio. Tio Bidi era tio de meu pai, portanto, meu tio avô. Era um sitiante de uns quase 80 anos eu acho, usava suspensórios e chapéu, além de um relógio de bolso daqueles que são pendurados em correntes e ficam guardados no bolso.



O sítio era imenso e produzia muitas frutas, legumes e verduras em lindas hortas e pomares. Galinhas corriam quando atirávamos os grãos de milho entre elas. Havia um balanço alto de cordas e madeira numa grande árvore, lugar onde eu e meus irmãos nos divertíamos à valer.

Nossa tia avó, tia Nenen estava sempre na cozinha preparando deliciosos doces e frangos ensopados com batatas num fogão de lenha muito antigo, mas, que deixava um gosto maravilhoso na comida. Algumas vezes, tia Nenên varria o quintal ao redor da pequena casa, com ‘gordas’ vassouras feitas de palha. Vassouras estas que também serviam para enxotar os pequenos porquinhos de volta para o chiqueiro e para servir de transporte para nós, crianças, que simulavamos sermos bruxos.... rs

Eu, vez ou outra, estava no meio do pomar envolvida com o caju. Ouvia de minha mãe broncas sobre as manchas que a nódoa da fruta causava às roupas, mas, isso não me importava, parecia mesmo nunca ter conhecido fruta tão apetitosa.

Infelizmente, não passávamos muitos dias em Maricá por conta dos mosquitos que me causavam danos alérgicos terríveis. Ao findar um ou dois dias, retornávamos para o Rio ou então, para São Pedro d’ aldeia, outro lugarejo divino sobre o qual ainda vou contar histórias.

Tio Bidi e Tia Nenên já estão com Deus, certamente, num pomar de lindas frutas...

19.8.07

Quase tudo...



Entre outros, também estou lendo o livro de Danuza Leão ‘Quase Tudo’. As autobiografias não são os meus prediletos, mas, nem sei se por falta de opção ou se por vício, acabei pegando o livro numa prateleira do apartamento em que estava hospedada em Fortaleza e, num dia de uma gripe dolorosa, comecei a folhear e devorei três capítulos.

Nenhuma contrariedade às autobiografias, mas, nunca me dediquei aos best sellers escritos com fins, puramente, financeiros. Adepta dos autores ‘sem conclusão’ como Machado de Assis, Cabral de Melo Neto, Kafka, James Joyce, Alan Poe, Cervantes e tantos outros, não consigo ler os escritos de Paulo Coelho, Jô Soares e Bruna Surfistinha, por exemplo.

Já li outras como ‘Memórias de minhas putas tristes’, de García Marquez. E por que ler Danuza Leão? Boa pergunta para a qual encontrei algumas “justificativas” para estar lendo. A mais importante delas é o fato de se tratar de autobiografia de uma figura brasileira que no decorrer da história faz paradas para contar fatos da história e isso pra mim é fabuloso! Além disso, discorre sobre fatos da vida de uma mulher cheia de idéias, fascinada com a vida e que saiu atrás de realizar seus sonhos. Suas diferenças e seus medos não ficaram escondidos, da mesma forma que não se ocultaram suas realizações.

Danuza irmã de Nara, freqüentadora da praia de Copacabana nos áureos anos do Hotel Copacabana Palace, amiga de Vinícius e Tom, jurada de Flávio Cavalcante, esposa de Samuel do Última Hora.... Ditadura militar e medo, política e devaneio dos anos de exílio. Foi ai que me identifiquei com a história vivida e relatada por Danuza Leão.

Na verdade, sempre tive vontade de ter vivido em meados dos anos 60. Nasci em 1968 o que não me deu a oportunidade de vivenciar o período, é claro! Mas, a história vivida no Brasil naqueles anos é, para mim, além de repressiva, fascinante. Quando faço uma comparação dos anos passados com os dias de hoje, consigo perceber quantas coisas o povo brasileiro já conquistou e ainda, não se dá conta. Quantas vozes estão sendo ouvidas (embora reconheça que existam tantos excluídos), mas, nos aspectos de censura, principalmente, muito foi alcançado, inclusive pela imprensa.

Pessoas foram exiladas e não se tornaram heróis de um povo, como Josué de Castro e Betinho, por exemplo. Outro dia, alguém entrou na minha ex-sala de trabalho, olhou para a foto de Josué de Castro e me perguntou quem era. Eu fiquei um pouco triste e meio inconformada, afinal Josué de Castro foi quem primeiro denunciou a fome como uma epidemia no Brasil e como não conhecê-lo? Mas, tudo bem, acabei entendendo que a situação do Brasil, mesmo que criticada por muitos, é pouco entendida e pesquisada. Os livros são ferramentas cujo acesso é restrito de muitos, porém, o interesse pela pesquisa poderia ser sentimento cognitivo do ser humano e não é por uma série de outras razões.

Hoje, pouco é divulgado sobre períodos importantes da história, o que torna as pessoas enclausuradas em si mesmas e fomentadoras da crítica que se propaga na mídia. O jovem atual está bastante ligado à internet, o que não significa estar envolvido na pesquisa e no conhecimento geral que trata o passado, o presente e o futuro como conseqüência.

Até aceito, embora não entenda, que seja interesse de alguns investigar, por conta própria, a história, porém, o sentimento intrínseco de quem critica o Brasil deveria ser o de, também, percorrer os caminhos que nos trouxeram até os dias atuais.
E eu levaria dias escrevendo sobre isso, até porque, comecei falando sobre estar lendo a autobiografia de Danuza e já estou falando de acesso ao conhecimento e interesses pessoais...

Descobri que o livro de Danuza não é só uma autobiografia que reproduz a história individual de uma mulher brasileira, nascida numa família de classe média-alta e que buscou realizar seus sonhos. O livro de Danuza reproduz períodos importantes vividos no Brasil, em que vozes foram caladas e vidas foram restringidas.

Estou bem perto de terminar a leitura e recomendo aos meus amigos que precisam reforçar as iniciativas de (re) conquista, começo e acima de tudo, a utopia.

15.8.07

Escuta meu amigo...



A qualquer hora em que chegares,
sentarás comigo à minha mesa.

A qualquer hora em que bateres a minha porta,
o meu coração também se abrirá.

A qualquer hora em que chamares,
eu me apressarei.

A qualquer hora em que vieres,
será o melhor tempo de te receber.

A qualquer hora em que te decidires,
estarei pronto para te seguir.

A qualquer hora em que quiseres beber,
eu irei a fonte.

A qualquer hora em que te alegrares,
eu bendirei ao Senhor.

A qualquer hora em que sorrires,
será mais uma graça que o senhor me concede.

A qualquer hora em que quiseres partir;
eu irei à frente nos caminhos.

A qualquer hora em que caíres,
eu estenderei os braços.

A qualquer hora, em que te cansares,
eu levarei a cruz.

A qualquer hora em que te sentires triste,
eu permanecerei contigo.

A qualquer hora em que te lembrares de mim,
eu acharei a vida mais bela.

A qualquer hora em que partires,
ficarás com a lembrança de uma flor.

A qualquer hora em que voltares,
renovarás todas minhas alegrias.

A qualquer hora que quiseres uma rosa,
eu te darei toda roseira.

Eu te digo tudo isso, porque não posso imaginar
uma amizade que não seja toda, de todos os instantes e para todo bem.

Não há nada mais precioso que ter um GRANDE AMIGO...

6.8.07

Homens também podem ser sensíveis...




Ao pensar em escrever algo sobre o assunto, primeiro tive a idéia de encaminhar esse texto para uma linha humorística, até porque foi com esse sentimento que acordei de madrugada no ônibus e fotografei meu amigo. Porém, vínhamos de Guarapiranga em São Paulo, estivemos no Solo Sagrado de nossa Igreja, foi a minha primeira visita até o paraíso idealizado e proposto por Meishu-Sama, Líder Espiritual de nossa religião. Somos Messiânicos e Meishu-Sama é o nosso Messias Salvador.

O lugar é divino, maravilhoso e o seu nome é perfeito “Solo Sagrado”. Cada passo dado naquele chão nos leva à reflexão profunda, ao pensar novo e a compartilhar com nossos antepassados e descendentes a alegria de poder termos a permissão de nos dedicarmos à Obra Divina. Mas, adiante ainda falarei de ser Messiânica e contarei mais experiências com o Johrei e a Igreja.

Bom, ao conhecermos pessoas, certamente, guardamos aquela primeira impressão. No meu caso isso não é diferente, até mesmo porque sou a pessoa que mais deixa uma ‘má’ impressão com as demais, uma vez que sou altiva e tenho alguns defeitos difíceis de serem entendidos por quem me vê uma primeira vez.

Quando cheguei à Igreja Messiânica conheci muitas pessoas e como pessoas, cada qual em sua essência, possui seus limites e extremos, suas dores e alegrias, seus anseios e devaneios também. Quem me levou até à Igreja foi Deus e o que me fez ficar foi o sentimento de gratidão por Ele, por Meishu-Sama e pelo poder de cura que exerce o Johrei sobre a minha vida. Mas, há também a união que conseguimos cultivar uns pelos outros.

Aprender a ser sensível é acima de tudo abrir mão dos preceitos e preconceitos que norteiam a vida das pessoas desde que surgem no mundo material e a palavra sensível é, para alguns, adjetivo descartado para classificar o substantivo homem.

Flávio Gikovate questiona em seu livro ‘Dá Pra Ser Feliz...Apesar Do Medo’ o seguinte: “Em que consiste a felicidade? Por que temos tanta dificuldade em reconhecê-la e admiti-la? Teremos embutido em nós um demônio para garantir nosso quinhão de infelicidade? Se ele existe, como eliminá-lo? Levando em consideração os principais aspectos da vida - história pessoal, psicologia e contexto social. Gikovate trata nesta análise de padrões de felicidade que estão ao alcance de todos. Suas conclusões indicam requisitos básicos para que se possa lidar com o medo da felicidade, que ele aponta como o grande vilão da história. Não são fórmulas mágicas e exigem esforço e trabalho. Porque, como tudo na vida, a felicidade deve ser conquistada.” Conquistar a felicidade é conseguir observar a simplicidade, o singelo e o sensível em homens fortes, másculos e firmes que conseguem ser puros ao ponto de lidarem com as flores, por exemplo. Flores que sentem, além de exalarem as respostas que o coração deseja respirar.



Então, ao visualizar essas fotos, em detalhes, fugi do meu sarcástico modo de lidar com alguns momentos da vida, mesmo que sem preconceitos, e não quis falar do que vi naquele instante e sim, expressar o que consigo ver agora. Existem no mundo homens capazes de amar, de alcançar o sensível e serem puros como são as crianças... E isso é fundamental ao ser humano!

Bruno amigo, valeu!
Beijo no coração...

26.7.07

Tempo




A mim que desde a infância venho vindo
como se o meu destino
fosse o exato destino de uma estrela
apelam incríveis coisas:
pintar as unhas, descobrir a nuca,
piscar os olhos, beber.
Tomo o nome de Deus num vão.
Descobri que a seu tempo
vão me chorar e esquecer.
Vinte anos mais vinte é o que tenho,
mulher ocidental que se fosse homem
amaria chamar-se Eliud Jonathan.
Neste exato momento do dia vinte de julho
de mil novecentos e setenta e seis,
o céu é bruma, está frio, estou feia,
acabo de receber um beijo pelo correio.
Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome.

Adélia Prado

18.7.07

Ter amigos é ter brilho!




As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!
Antoine Saint-Exupéry, de O Pequeno Príncipe

17.7.07

De Victor Hugo....



"Os teimosos são os sublimes. Quem é apenas bravo tem só um assomo, quem é apenas valente tem só um temperamento, quem é apenas corajoso tem só uma virtude; o obstinado na verdade tem a grandeza. Quase todo o segredo dos grandes corações está nesta palavra:perseverando. A perseverança está para a coragem como a roda para a alavanca; é a renovaçao perpétua do ponto de apoio. Esteja na terra ou no ceú o alvo da vontade, a questão é ir a esse alvo...Nao deixar discutir a conciênca, nem desarmar a vontade, é assim que se obtêm o sofrimento e o triunfo. Na ordem dos fatos morais o cair nao exclui o pairar. Da queda sai a ascensão. Os medíocres deixam-se perder pelo obstáculo especioso; não assim os fortes. Parecer é o talvez dos fortes, conquistar é a certeza deles."

16.7.07

De volta...

Voltei!
O Ceará é maravilhoso, o povo de lá é caloroso e chama a gente de mulher, amor, bebê... Bom demais! Deliciosos peixes, um sol de arder os ossos e muito charme nas belas feiras de artesanato.
Delícia mesmo é passear no Mercado Central e no antigo presídio que hoje virou mercado....



Depois da perda de meu irmão, estávamos mesmo precisando abstrair daqui, de Brasília, terra que também amo, minha terra natal, onde planto meus sonhos e construo os meus ideais, aonde guardo meus amigos e visualizo mudanças.
Esquecer a dor de perder alguém nunca acontece, a saudade acompanha a gente por onde quer que a gente vá. Não tem jeito! Para espiritualistas como eu, sei que meu irmão está comigo em todos os instantes e por isso, nos belos lugares por onde passei, sempre sentia a sua presença.
A conferência foi um sucesso!
Agora, depois que findou, dá até saudade....
Mas, de volta, precisamos trabalhar por que a fila anda...

31.5.07

ESPERANÇA...



Esperança significa estimar um desejo por coisas melhores na vida. Esperança significa confiança. Esperança é luz. É ter uma atitude mental positiva. É ter boas intenções e bons votos. Esperança é sempre fortalecida pela fé. Esperança não é deixar-se lograr mas acumular abundância. Esperança realiza o grande propósito de vida que determinamos para nós...

Não dá pra viver sem esperança!

15.5.07

PACIÊNCIA



Meu irmão, você se foi e dessa vez é para sempre!
Tenha certeza que o meu amor por ti é maior que o meu próprio coração...
Eu jamais te esquecerei!


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para...