Já faz algum tempo que não escrevo no meu blog. Na verdade, estou vivendo uma fase um tanto inexplicável, uma fase onde sentimentos se misturam e onde me sinto um tanto solta, como quem anda em cima do muro sem perspectivas laterais que me sustentem. Tudo que tenho feito é confuso até para a minha própria compreensão e pensar sobre algumas coisas me cansa. Por isso, prefiro seguir o caminho dos dias. Sem questionar a mim mesma. Vivo como quem vive uma etapa queimada, desconhecida, não sei o que quero agora, mas sei o que não quero. Sei lá se sei mesmo... é estranho pensar sobre tudo.
Tenho conhecido pessoas e tenho entendido um pouco menos sobre elas. Não sei o que espero encontrar. Sei apenas que tenho buscado mudar o meu retorcido jeito de ser. Tenho engolido palavras, controlado os impulsos, segurado a imaginação traiçoeira. Algumas vezes, sinto-me fora de mim mesma e em outras vejo que tenho evoluído de uma maneira não muito feliz, porém, necessária.
Para onde vou e de onde vou sair, eu não sei. Apenas sei que estou indo. E que ninguém ouse me perguntar como e com quem.
25.11.07
Entendimento
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Erlen Matta
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domingo, novembro 25, 2007
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Marcadores: vida
23.9.07
Aprimoramento... variação de Aprimorar
Aprimoramento
ato ou efeito de aprimorar;
aperfeiçoamento;
embelezamento;
esmero.
Aprimorar
fazer com primor;
tornar primoroso;
aperfeiçoar;
caprichar, esmerar-se.
São as palavras de ordem, agora...
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Erlen Matta
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domingo, setembro 23, 2007
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Marcadores: vida
4.9.07
Mais vale um pássaro na mão...
...do que dois voando? Se por um lado temos necessidade de segurança para viver com conforto, por outro precisamos nos expor aos perigos das aventuras para evoluir – e voar mais alto... E é assim que sinto-me hoje.
Não é com facilidade que consigo tomar decisões importantes. Antigamente, mirava no alvo e atirava logo, mas, agora tenho que pesar bem prós e contras para chegar a uma conclusão e ai, então, chegar a um denominador comum.
Estou falando de trabalho e de responsabilidades com as quais tenho que lidar. Amanheci o dia hoje com uma proposta concreta de trabalho e ao meio dia recebi uma ligação para uma entrevista em um outro lugar. Se até então, procurava um trabalho, agora tinha dois e, infelizmente, impossíveis de serem assumidos simultaneamente.
Durante todo o dia fiquei ansiosa e com uma certa agonia por dentro. Impaciente, angustiada e sem saber bem o que fazer. Mas, aprendi com um velho amigo que a “sorte é dos audazes” e que é preciso ter paciência para raciocinar, colocar tudo na balança e tomar um decisão que leve em consideração razões importantes e não só a emoção.
Assim fiz. Tomei um bom banho, sequei os cabelos pacientemente, almocei e depois me deitei um pouco para tirar um cochilo e descansar a mente. Pensar enquanto durmo é uma prática que me faz bem e que melhora o meu estado de espírito.
Outro dia, li num site bastante interessante chamado ‘Ajuda Emocional’, uma psicóloga falando sobre a paciência e a impaciência. Dizia que: “paciência é mesmo uma virtude: é a capacidade de aceitarmos que nem tudo pode ser da forma como desejamos ou gostaríamos que acontecesse; é a capacidade de suportarmos determinadas situações ruins esperando/buscando o melhor depois. É também a capacidade de entender que todas as pessoas são diferentes entre si e que nem sempre elas nos entendem, desejam ou agem da forma como queríamos que elas agissem! Para viver e conviver em sociedade é preciso mesmo ter paciência: afinal, cada pessoa está preocupada em satisfazer as suas próprias vontades, os seus desejos e nem sempre o que uma pessoa deseja é o que a outra deseja e vice-versa. Além disso, é preciso ter a paciência de esperar que as coisas aconteçam da forma como devem acontecer, que nem sempre o tempo que desejamos e esperamos é o tempo de algo acontecer. Como está escrito na Bíblia, tudo tem o seu tempo: tempo de plantar, tempo de colher... precisamos saber esperar este tempo passar!
E ontem mesmo eu falava do tempo e do entendimento dele. 
Por outro lado, a mesma psicóloga alerta para o fato de que, “Muitas vezes a paciência pode mascarar a submissão ou o conformismo. Há pessoas que passam a vida em busca da solução perfeita, anos e anos arquitetando um plano perfeito que nunca se concretiza, enquanto outras, por impulso, acabam por agir de forma impaciente e resolvem o problema”. Portanto, vale a pena dosar a paciência para trazer benefícios à sua vida.
Ao reler essa matéria, dei uma parada, respirei, fui a tal entrevista e resolvi esperar. Não inerte e perdendo a perspectiva, mas, muito pelo contrário, descobrindo exatamente o que será melhor. Fui em busca de orientação espiritual e, percebi que eu não tinha um problema e sim, que tomar uma decisão. E foi mais fácil assim! Pois, nem sempre o caminho mais curto e mais promissor é aquele que nos paga um salário mais alto. O longo prazo também pode ser promissor se soubermos ter paciência.
Agora, tenho apenas uma proposta bacana de trabalho em um novo projeto, o que me agrada bastante. Estou tranquila, confiante e em paz interiormente. Acabei ajudando uma outra pessoa amiga que também está em busca, indicando-a para a proposta anterior, o que me trouxe o sentimento de ter feito o melhor.
O meu dia parece ter sido mais longo que o habitual, mas, vou dormir com a sensação de não levar nenhuma pendência para ser resolvida amanhã. Porque eu aprendi a viver cada dia como único e irrecuperável...
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Erlen Matta
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terça-feira, setembro 04, 2007
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Marcadores: vida
3.9.07
Tempo das idéias...
No curso de Letras, mais especificamente na literatura, aprendemos sobre o tempo.
Comumente, fala-se de tempo como um grande relógio que gira sempre no mesmo sentido e que divide as fases da história em três períodos: Passado, o presente e o futuro.
Nós, seres humanos nos apegamos muito ao passado, pouco vivemos o presente e desordenadamente imaginamos o futuro. Mas, quantos de nós se dá conta de que podemos pensar estas mesmas três fases, em um só dia de nossa vida?
Imaginemos que o dia é o presente, o agora, já, mas, pensemos também que a última hora que girou no relógio passou para o passado e que a próxima hora é futuro e enquanto for vivida também é presente. Parece ser meio maluca essa idéia, mas, é real.
O passado que é, inexplicavelmente, parte de nossos pensamentos e reflexões poderia ser esquecido e poucos de nós conseguimos deixá-lo para trás. O presente que, intensamente, deve ser vivido, escapole de nossas mãos como areia entre dedos e num soprar de ventos desaparece, repentinamente. E o futuro que, planejadamente, se organiza é passivo de mudanças como um grande desenho que se inicia, mas, que vai trocando formas e adequando-se de maneira singular até que seja realizado.
Na literatura as três fases se misturam. Não se identificam na história, este é o tempo das idéias, o tempo ontológico e não cronológico. 
Lembro-me de um conto de Edgard Alan Poe, chamado ‘O retrato oval’. O texto publicado pela primeira vez em abril de 1842, fala da busca pela perfeição de um pintor ao dedicar-se a transferir à tela, a imagem de sua bela esposa. Dedicação de cegueira e vaidade no meu entendimento, pois, ao finalizar o quadro se dá conta de chegar diante dela e percebe que está morta!
Alan Poe, assim como Machado de Assis, jamais escreveu textos conclusivos. Impressionista como era, deixou várias portas abertas para as mais variadas conclusões de seus leitores.
Hoje, refleti bastante sobre o tempo perdido... Esse imenso relógio que gira e cujos ponteiros nos arremessa para as mais diversas direções, aprisionando-nos. A perda das oportunidades por considerar imposições sociais e culturais. Não seria mais fácil viver o tempo das idéias sem nos importar com o giro dos ponteiros?
É, como escreveu Adélia Prado ao ser questionada sobre a inspiração. Por que essa realidade quotidiana às vezes se mostra como maravilhamento e outras vezes como mera realidade opaca?... ‘Quando ela é realidade opaca é aquilo do meu verso "De vez em quando, Deus me tira a poesia e eu olho pedras e vejo pedra mesmo..." (Ausência da Poesia).
A vida é maravilhosa e o que não se pode fazer é lamuriar. Pois, como ouvi hoje: “A lamúria é oração que alimenta as trevas” e eu quero luz!
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Erlen Matta
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segunda-feira, setembro 03, 2007
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Marcadores: vida
1.9.07
Devaneios sobre a rotina...
Segunda-feira estarei voltando para o batente.... Acabou a mamata!
Um novo projeto de trabalho dá sempre uma renovada no astral e na vida. Acho que não me acostumo mais com as atividades rotineiras, parece que o meu negócio é mesmo trilhar o inicio, meio e fim das coisas.
Uma vez, ouvi alguém dizer que a pior coisa do mundo é ficar batendo carimbo a vida toda. Nada contra os carimbadores de papéis, e sim, uma maneira meio torta de dizer que não é legal permanecer numa mesma atividade o tempo todo porque faz a gente perder o estímulo. Penso que podemos sim atuar numa mesma área, mas, começar um novo projeto sempre.
Antigamente, quando eu não tinha carro, pegava todos os ônibus da linha que me levava ao trabalho, só para não ir pelo mesmo caminho todos os dias. E comecei a fazer isso, porque comecei a perceber que, muitas vezes, não sabia por onde tinha passado ou se já tinha passado em determinado lugar ou não. Depois, quando comprei carro, comecei a dirigir por caminhos diferenciados. Quando acordava mais cedo e por isso, tinha mais tempo para chegar ao trabalho, ia pelo parque da cidade. Outras vezes ia pela via w4 e, em outras, ia pelo eixo monumental. Nem me ligava nessa coisa de ficar contando quilometragem ou pensando na quantidade de combustível que gastava a mais ou a menos.
Essa minha ‘mania’ é meio contraditória, porque para outras coisas não consigo promover mudanças. Por exemplo, vou a mesma farmácia, a mesma banca de revistas, ao mesmo salão de beleza, deixo o Théo (meu cachorro) para o banho no mesmo petshop e abasteço o carro no mesmo posto de gasolina já fazem alguns anos. Não consigo variar essas práticas costumeiras e isso é uma coisa meio que de bairro, sei lá. Moro no mesmo lugar há mais de 30 anos e parece que cruzar com as pessoas pela rua, estacionar o carro e poder acenar para alguém, além de chegar nos lugares e saber o nome das pessoas faz com que eu me sinta mais segura e à vontade.
É confuso isso! Lembro-me que na terapia discuti algumas vezes o fato de não conseguir me prender a relacionamentos. Os meus romances também não são duradouros e não consigo ser a namorada toda certinha que visualizo nas demais garotas. Não agüento muito ‘grude’, essa falta de ar que alguns relacionamentos causam nas pessoas, a falta de individualidade e não conseguir ficar só por algumas horas são coisas que tenho medo de perder.
Acredito que todo mundo tem o seu par, mas, tá difícil de encontrar o meu. O dar e receber necessário para se manter um bom relacionamento, é pra mim não muito bem definida interiormente e assim, vou pulando de história em história, vivendo aventuras e emoções que nada se assemelham com a razão. E o tempo tá passando... Sou muito adrenalina.
Certa vez, li um texto que dizia o seguinte: “O matrimônio deteriora-se quando não se renova, quando se permite que entre nos trilhos da rotina. Há uma rotina indispensável e benéfica que nos permite cumprir com regularidade, constância e pontualidade os nossos deveres espirituais, familiares e profissionais. Esta rotina constrói uma estrutura de vida sólida, cria um comportamento homogêneo que nos ajuda a libertar-nos da espontaneidade meramente anárquica, dos caprichos emocionais dissolventes e perniciosos. Mas existe uma outra rotina, a rotina mortífera, que deve ser afastada como a peste. É uma rotina que, pouco a pouco, como uma sanguessuga, vai dessangrando o convívio conjugal. Todos os dias um pouco. Imperceptivelmente, endurece-nos, converte os nossos atos em algo mecânico, torna-nos autômatos, robôs sem vida, extingue o calor e a alegria de viver e de amar. Esta rotina provoca um desgaste progressivo na vida familiar, uma perda de energias, uma espécie de anemia vital que torna a existência cinzenta, anódina, incolor. Lembro-me daquela música dos anos 60 cantada por Ronnie Von: "A mesma praça, os mesmos bancos, as mesmas flores, o mesmo jardim, tudo é igual, assim tão triste..." Alguns poderiam queixar-se, de forma semelhante: "A mesma esposa, a mesma família, o mesmo trabalho, a mesma paisagem, a mesma "droga de sempre"... É tudo tão triste e cansativo..."
Daí comecei a pensar... é muito complicado! Mas, profissionalmente, estou certa de que gosto mesmo de iniciar o novo e terminá-lo para sentir o gosto de término proveitoso... Sei lá! parece estranho.
Vou dormir.... daqui a pouco já é domingo e vou cumprir mais uma prática rotineira gostosa... Ir para a casa do meu irmão curtir as crianças na piscina.
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Erlen Matta
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sábado, setembro 01, 2007
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