
Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.
Tanto quanto possível sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade calma e claramente e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm a sua história. Evite pessoas barulhentas e agressivas, elas são tormentos para o espírito.
Se você se comparar aos outros pode tornar-se vaidoso e amargo, porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde; é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe.
Muitas pessoas lutam por altas idéias e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.
Seja você mesmo, não finja afeição nem seja cínico sobre o amor, porque em face de toda aridez e desencadeamento ele é perene como a grama. Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência as coisas da juventude.
Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado, mas não se desgaste com os temores imaginários; muitos medos nascem da fadiga e da solidão.
Acima de uma benéfica disciplina seja bondoso consigo mesmo.Você é filho do universo, não menos que as árvores e as estrelas; você tem o direito de estar aqui.
E que seja claro ou não para você, sem dúvida o universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de concebê-lo. E sejam quais forem sua lida e suas aspirações na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com a alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso. Esteja atento.
Willian Shakespeare
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30.4.07
Desiderata
Postado por
Erlen Matta
às
segunda-feira, abril 30, 2007
1 comentários
Marcadores: Cultura
27.2.07
Juca Mulato
Assistir ao BBB é deprimente demais, mas, hoje foi o paredão do melhor Ibope e eu deixei mesmo a TV ligada para conseguir escutar alguma coisa, aliás, ouvi tanta gente comentar... E sabe como é a curiosidade!
O BBB não tem nada mesmo de cultura, é um ócio puro. Mas, hoje ouvi o Pedro Bial falar sobre Juca Mulato, um famoso poema de Paulo Menotti Del Picchia, escritor paulista, nascido em 1892 e forte participante da era modernista. Seus textos cujos objetos são contemporâneos para nós, me fizeram retornar à leitura de Juca Mulato, e como não podia deixar de ser, o meu sangue das ‘letras’ fervilhou...
Quem não leu precisa ler o texto completo...
Daqui, de meus olhos cansados na madrugada que já se inicia, apenas resgatarei alguns versos:
(...)
“Que delícia viver! Sentir entre os protervos renovos se escoar uma seiva alma viva na tenra carne a remoçar o corpo moço..."
(...)
“Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida... Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito é o mesmo que cravar uma faca no peito. Esta vida é um punhal com dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais”!
(...)
“Fascinação!
Tudo ama! As estrelas no azul, os insetos na lama, a luz, a treva, o céu, a terra, tudo, num tumultuoso amor, num amor quieto e mudo, tudo ama! tudo ama!
Há amor na alucinada fascinação do abismo, amor paradoxal, humano e forte, que se traduz nas febres do sadismo, nessa atração perpétua para o Nada, nessa corrida doida para a Morte”.
(...)
"E a vertigem do amor, fascinadora, tudo arrasta, fantástica, nos braços e a terra que palpita, canta e chora, ora imersa na treva ora imersa na aurora, leva através do Tempo e dos Espaços"...
"Antes de amar eu dizia: para cortar na raiz esta constante agonia preciso amar algum dia, amando serei feliz".
"Amei... desventura minha! Quis curar-me e piorei. O amor só mágoas continha e aos tormentos que já tinha, novos tormentos juntei". (...)
O BBB não tem nada mesmo de cultura, é um ócio puro. Mas, hoje ouvi o Pedro Bial falar sobre Juca Mulato, um famoso poema de Paulo Menotti Del Picchia, escritor paulista, nascido em 1892 e forte participante da era modernista. Seus textos cujos objetos são contemporâneos para nós, me fizeram retornar à leitura de Juca Mulato, e como não podia deixar de ser, o meu sangue das ‘letras’ fervilhou...
Quem não leu precisa ler o texto completo...
Daqui, de meus olhos cansados na madrugada que já se inicia, apenas resgatarei alguns versos:
(...)
“Que delícia viver! Sentir entre os protervos renovos se escoar uma seiva alma viva na tenra carne a remoçar o corpo moço..."
(...)
“Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida... Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito é o mesmo que cravar uma faca no peito. Esta vida é um punhal com dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais”!
(...)
“Fascinação!
Tudo ama! As estrelas no azul, os insetos na lama, a luz, a treva, o céu, a terra, tudo, num tumultuoso amor, num amor quieto e mudo, tudo ama! tudo ama!
Há amor na alucinada fascinação do abismo, amor paradoxal, humano e forte, que se traduz nas febres do sadismo, nessa atração perpétua para o Nada, nessa corrida doida para a Morte”.
(...)
"E a vertigem do amor, fascinadora, tudo arrasta, fantástica, nos braços e a terra que palpita, canta e chora, ora imersa na treva ora imersa na aurora, leva através do Tempo e dos Espaços"...
"Antes de amar eu dizia: para cortar na raiz esta constante agonia preciso amar algum dia, amando serei feliz".
"Amei... desventura minha! Quis curar-me e piorei. O amor só mágoas continha e aos tormentos que já tinha, novos tormentos juntei". (...)
Eita Brasil de rica literatura!!! Valeu Bial, por hoje me fazer recordar tão bela composição.
Postado por
Erlen Matta
às
terça-feira, fevereiro 27, 2007
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