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2.9.07

Quem não tem gato toma banho de piscina!


Hoje o dia foi ótimo! O céu estava tão azul e o sol tão brilhante que foi maravilhoso... Pai, mãe, irmão, cunhada, cachorro, irmã, sobrinho, bóias coloridas, jornal, maiô, óculos de sol, bloqueador solar, bronzeador e um dia inteiro de tia. Literalmente, eu sou uma eterna criança quando estou com meu sobrinho. A gente grita, canta, dança, pula, se joga um sobre o outro na água, come churrasco, toma sorvete e fica o dia inteiro na piscina. Estou vermelha como um pitu daqueles enormes que são vendidos na praia em Fortaleza. Além disso, as brincadeiras de hoje me deixaram com uma dor na coluna federal. Não estou mais com o mesmo preparo de outrora! É a idade!

Vamos combinar? O céu de Brasília é lindo e o azul que ele tem, trás um ânimo sem igual para o corpo da gente. Sol, em Brasília, nesta época do ano é um perigo... a baixa umidade está terrível e ficar de bobeira sem bloqueador é o caos.

Meu pai hoje saiu com uma engraçada. Disse que tem vontade de morar numa casa com piscina, mas, não que ele queira tomar banho nela e sim ficar olhando, porque ele gosta de ficar olhando para piscinas... Disse que as casas com piscinas são mais arejadas e aquele azul dá uma sensação de frescor ao ambiente. Também pudera, com a poeira e o calor que faz aqui nesse período do ano, alegra mesmo os olhos ficar olhando para a água.



Achei engraçado o pai dizer isso, porque também gosto de piscinas e sempre que passo em alguma casa e vejo uma, gosto de observar. Parece bobagem, mas, é uma atração por água e, principalmente, pelo azul e pelas pequenas ondas que tem o brilho refletido pelo sol. A diferença entre nós dois está no fato de que, eu sou como peixe, adoro nadar, mergulhar e passar horas boiando de olhos fechados. Isso me deixa em paz... é muito bom!


Quando éramos crianças, eu e meus irmãos, iamos sempre para o parque nacional tomar banho de piscina na famosa água mineral aos domingos. Lembro-me que, obrigatoriamente, tínhamos que ir à missa com a mãe e só depois é que o passeio acontecia. Meu irmão Wander tinha umas crises de riso durante a missa, o que muitas vezes queimava o nosso desejado passeio.

Criança é engraçada! Eu ficava tão empolgada com o passeio de domingo que, ao levantar da cama, corria até a janela e observava as condições climáticas... Se estivesse chovendo ficava arrasada porque a missa ia rolar, mas, o passeio, certamente, não. Daí fazia aquelas simpatias de colocar o garfo de cabeça pra cima num copo d’água e era um tal de jogar ovo em cima do telhado para Santa Clara e tinha música que a gente cantava... Mas, nem sempre funcionava e depois da missa vinhamos mesmo era pra casa e ponto final. Muitas vezes sugeriamos de irmos com chuva mesmo, tentando convencer o pai e a mãe de que ela ia acabar passando e viria o sol, só que nem pensar.


(Na foto: Esq. p/ dir. Euzinha, meu primo Jefferson com o Wander no colo e o Anderson) E pensar que já fomos tão pequenos e que meu irmãozinho já está com Deus! Bateu uma saudade de suas travessuras!

Bom demais! Piscina é bom, praia é melhor, claro! Mas, usando um ditado muito antigo e popular “Quem não tem cão caça mesmo é com gato” e quem não tem gato toma banho de piscina!!!! (risos)

24.8.07

Tempos de caju em Maricá...



Desde criança gosto de caju. Para mim é uma das frutas mais gostosas e suculentas existente no Brasil. Tenho comprado algumas dessas lindas bandejas que são oferecidas nos semáforos e devo confessar que como de 2 a 4 por dia, misturados com sal... Ah! Bom demais.

Na verdade, quando me delicio com o caju lembro-me dos dias de criança no Sítio de Tio Bidi, em Maricá, estado do Rio. Tio Bidi era tio de meu pai, portanto, meu tio avô. Era um sitiante de uns quase 80 anos eu acho, usava suspensórios e chapéu, além de um relógio de bolso daqueles que são pendurados em correntes e ficam guardados no bolso.



O sítio era imenso e produzia muitas frutas, legumes e verduras em lindas hortas e pomares. Galinhas corriam quando atirávamos os grãos de milho entre elas. Havia um balanço alto de cordas e madeira numa grande árvore, lugar onde eu e meus irmãos nos divertíamos à valer.

Nossa tia avó, tia Nenen estava sempre na cozinha preparando deliciosos doces e frangos ensopados com batatas num fogão de lenha muito antigo, mas, que deixava um gosto maravilhoso na comida. Algumas vezes, tia Nenên varria o quintal ao redor da pequena casa, com ‘gordas’ vassouras feitas de palha. Vassouras estas que também serviam para enxotar os pequenos porquinhos de volta para o chiqueiro e para servir de transporte para nós, crianças, que simulavamos sermos bruxos.... rs

Eu, vez ou outra, estava no meio do pomar envolvida com o caju. Ouvia de minha mãe broncas sobre as manchas que a nódoa da fruta causava às roupas, mas, isso não me importava, parecia mesmo nunca ter conhecido fruta tão apetitosa.

Infelizmente, não passávamos muitos dias em Maricá por conta dos mosquitos que me causavam danos alérgicos terríveis. Ao findar um ou dois dias, retornávamos para o Rio ou então, para São Pedro d’ aldeia, outro lugarejo divino sobre o qual ainda vou contar histórias.

Tio Bidi e Tia Nenên já estão com Deus, certamente, num pomar de lindas frutas...

21.2.07

Adeus primo estrela...

Os dias cinzas e frios nunca foram bons e continuo com essa sensação...

Meu primo Heber se foi, virou estrela e dói o meu coração. Se ontem eu não sabia o que dizer para a minha amiga Valéria, hoje, sinto-me com a mesma dor.

O que guardo na lembrança são os dias de alegria que já vivemos juntos, o seu sorriso faceiro e a luta pela vida. Nossas cervas em Manaus e nossas conversas animadas pelo msn.
Há pouco passou no vestibular e queria ser psicólogo para cuidar das cucas egoístas e sombrias das pessoas... disse até que me daria algumas consultas de graça...rs

Primo, que saudade vou sentir de ti!

Cabe-me acreditar, com muita fé, que os dias de chuva não me valem alegrias, mas que os dias de estrelas serão para sempre os teus... Que a saudade será amortecida na lembrança, cada vez que eu olhar para o céu e conseguir receber o afago teu que virá em forma de claridade e paz!

Cada estrela será pra mim como uma luz que me enviará para curar essa dor de perder-te!

SEGUE COM A CERTEZA DA MINHA TRISTEZA.
AMO-TE PRIMO! E PARA SEMPRE...

20.2.07

Perdas e palavras

Ontem à noite, uma grande amiga me ligou dizendo que estava indo para o Rio de Janeiro às pressas, pois sua mãe estava hospitalizada. Hoje, enviei um torpedo pelo celular para ter notícias e a resposta que recebi me deu conta de que, ela não teria encontrado sua mãe viva e que o momento era muito triste...

Na verdade, fiquei estarrecida. Que tipo de palavra pode-se usar numa hora como essa? Que ninguém me pergunte, pois, eu realmente não sei. O dia amanheceu cinzento e, em dias assim, sempre fico com a sensação que alguém está partindo e se despedindo daqui... De um lugar que não é exatamente o que desejamos, mas é o lugar onde conseguimos avistar as pessoas que amamos.
Sei que em nosso coração fica o amor, a saudade, e a dor da perda que aos poucos vai se transformar em lembranças. Tristes e felizes, porém, lembranças que com o tempo se reforçam, mas que não nos fazem esquecer daqueles que amamos eternamente.

Fico triste, sei que é uma dor insuportável, da mesma forma que sei que Deus, onde está, toma de empréstimo aqueles que amamos, que são bons e que iluminam o céu como estrelas que cintilam...

Valéria, amiga, eu queria muito te dizer muito mais!

Um beijo no seu coração.